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Dúvida em Brasília

Um fato curioso ocorreu na cidade de Brasília no dia 2 de junho, por ocasião do Campeonato Brasileiro Junior e Sênior de Inverno, que estava sendo realizado no Parque Aquático Cláudio Coutinho.


O Parque Aquático Cláudio Coutinho

Durante uma prova de 200m borboleta feminino, uma nadadora da raia 4, no vídeo abaixo, parecia que iria ganhar. Mas não ganhou:

Erro da arbitragem?
Erro da cronometragem eletrônica?

O caso até ganhou repercussão com notícia e diversos comentários. Clique aqui para ler. É preciso esclarecer o que ocorreu. O resultado foi validado como oficial, a nadadora da raia 4 perdeu sim a prova por poucos centésimos, mesmo dando a impressão que havia ganho.

Antes de mais nada, o vídeo acima nunca poderá ser aceito como prova numa competição de natação oficial. A explicação é simples: não é um vídeo gerado pela equipe de arbitragem responsável no evento.

Segundo, a regra da Fina sobre tempos oficiais diz o seguinte:

SW 11.1 The operation of Automatic Officiating Equipment shall be under the supervision of appointed officials. Times recorded by Automatic Equipment shall be used to determine the winner, all placing and the time applicable to each lane. The placing and times so determined shall have precedence over the decisions of timekeepers. In the event that a break-down of the Automatic Equipment occurs or that it is clearly indicated that there has been a failure of the Equipment, or that a swimmer has failed to activate the Equipment, the recordings of the timekeepers shall be official (See SW 13.3).

Tempos obtidos pelo equipamento eletrônico determinam as colocações e tempos para cada raia. Além disso, este resultado obtido pelo eletrônico prevalece sobre a cronometragem manual, usando cronômetros.
No caso de falha clara no equipamento (aqui cabe a interpretação do árbitro geral sobre o que é uma falha clara, mas podemos exemplificar como se o equipamento desligar no meio da prova ou a partida não acionar o cronômetro do equipamento), aí sim utiliza-se o tempo manual.
O árbitro geral da competição foi o sr. Marcelo Fonseca, oficial do quadro de arbitragem da Fina também, e explicou mais detalhadamente o ocorrido:

“Foi utilizado o sistema eletrônico nesta competição e, deste modo, o resultado da prova foi utilizado tal como definido na regra da FINA: foi comprovado através do resultado do equipamento eletrônico que TODAS as placas funcionaram e que a diferença foi no toque da chegada dos atletas”, detalhou.

Obviamente existe sim a opção de recurso, mas recomenda-se sempre analisar os fatos antes de partir para a esfera jurídico-desportiva: “Vale lembrar, inclusive, na ocasião somente um técnico e o dirigente do mesmo clube pediram para ver o resultado, onde puderam constatar todos os tempos da prova, inclusive os tempos dos cronômetros mostravam também a mesma colocação afirmada pelo equipamento eletrônico”, finalizou.

 

Árbitro de Natação

Olá, eu sou o árbitro de natação e adoro discutir sobre regras de natação. Leia, releia, discuta e conheça as regras que movimentam o nosso esporte.

http://www.regrasdenatacao.com.br/

1 comentário

  1. Esse video nunca pode ser levado em consideração por 2 motivos

    1 ele corta a nadadora da raia 6
    2 ele causa o erro de paralaxe (quem não sabe e so pesquisar no google)

    o duro era ver as pessoas que devem ser amigas da nadadora ou dos familiares dela escrevendo que dava para ver nitidamente que ela tinha ganho e ainda me mandaram usar uma lupa ou oculos.

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